Blog dos Alunos do Primeiro Periodo de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH
Sexta-feira, Agosto 20, 2004
A agência da galinha dos ovos de ouro
André Gomes (Qui, 19 de Agosto de 2004 19:11) - portal da propaganda
Álvaro Ento estava preocupado. Precisava reduzir as despesas de sua agência de propaganda. Para ele, havia se tornado uma idéia fixa cortar gente, diminuir as equipes. Enxugar a máquina!
Mandar embora mais da metade da empresa e sobrecarregar os funcionários remanescentes já não era suficiente. Em cada departamento, o mínimo possível de profissionais já se desdobrava. Uma única dupla de criação, um atendimento que também cuidaria do café e do planejamento, um produtor gráfico acumulando as funções de mídia e moto-boy. A estrutura já estava mais leve. E a carga de trabalho, mais pesada.
Mas ainda era pouco. Álvaro Ento precisava trocar os carros de sua família. Sua mulher estava pedindo o dinheiro da décima quinta lipoaspiração, a educação internacional dos filhos não parava de encarecer. E ele ainda havia engravidado uma empregada, que agora o estava chantageando. Era preciso decepar ainda mais as despesas da agência.
Dirigindo seu carro importado de volta para casa enquanto pensava em maneiras de gastar menos e ganhar mais, Álvaro Ento estava tão cego que nem percebeu aquele pequeno senhor atravessando a rua. Tentou brecar, mas era tarde. Para piorar as coisas, teria de bancar as despesas hospitalares do desgraçado que acabara de atropelar.
Desceu correndo do carro e notou uma dúzia de pombos brancos escapando dos bolsos do velho atingido, um anão trajando um fraque preto puído e segurando uma cartola. À primeira vista, nada grave parecia ter ocorrido. Pediu desculpas e o pequeno atropelado estendeu-lhe a cartola e tirou de seu interior um par de óculos.
Álvaro Ento acomodou o anão no banco de passageiros e tomou o caminho do hospital mais próximo.
¿ Não precisa. Eu estou bem! ¿ assegurou o anão.
¿ Precisamos conferir, fazer uma radiografia. Aqui perto tem um hospital público. Eu deixo você lá. ¿ ponderou o empresário, generoso.
¿ Não vou entrar em hospital algum.
¿ Então vou levá-lo para a sua casa. Se não for muito longe!
¿ Não tenho casa.
¿ Sei. E o que faz para viver?
¿ Sou mágico. Mas acabei de perder o emprego no circo. Contenção de despesas.
E o anão empunhou novamente sua cartola e tirou de lá um enorme e suculento sanduíche de pernil.
¿ Servido? ¿ ofereceu o pequeno.
¿ Não, obrigado. Faço dieta.
Em minutos, o velho mágico devorou seu jantar, seguido de uma taça de vinho suave e de uma deliciosa sobremesa de mamão. Tudo saído daquela diminuta cartola. O publicitário observava a tudo apavorado.
¿ Álvaro Ento. Muito prazer!
¿ Nicola da Silva, seu criado. Mas pode me chamar de Coxim, o Grande.
O ambicioso empresário acabara de ter uma idéia mágica.
¿ Quer trabalhar para mim, Coxim?
¿ Para fazer o quê?
¿ Você vai ver.
E em uma arriscada manobra de trânsito, Álvaro Ento deu meia-volta e tomou o caminho de sua agência. Chegando lá, levou o nanico pela mão até sua sala e estendeu-lhe o primeiro briefing que encontrou.
Coxim, o Grande, leu as orientações do papel, empunhou sua cartola e em instantes fez surgir de seu interior uma campanha publicitária inteira para uma marca de cerveja. De cara um conceito brilhante, depois as peças, já diagramadas, coladas e montadas. Uma seqüência de anúncios, spots e filmes de espantosa qualidade criativa num passe de mágica. E finalmente os planos de mídia e os orçamentos. Tudo pronto para apresentar ao cliente.
¿Um milagre! Uma galinha dos ovos de ouro!¿, pensou o homem de negócios. Esse anão fará de mim um bilionário. O novo magnata da propaganda!
Coxim, o Grande, foi contratado por um pequeno salário de estagiário. E a cada job que recebia, fazia brotar de sua cartola mágica uma solução melhor ainda. Eram criações originais e ardilosas, repletas de idéias grudentas adulando os baixos instintos dos consumidores. Um espetáculo para as vendas dos produtos e serviços anunciados.
Álvaro Ento demitiu a agência toda. Só preservou os atendimentos, que passaram a voltar dos clientes com cada vez mais trabalho debaixo do braço.
E o velho mágico foi se tornando mais e mais atarefado. Prevenido, o patrão mandou construírem uma torre na própria agência para seu novo funcionário viver e produzir. Era preciso mantê-lo isolado do mundo. Se a concorrência soubesse de sua existência, o empresário estaria perdido. Teria de aumentar o minúsculo salário do anão!
Com Coxim encarcerado no trabalho, as campanhas mágicas seguiram brilhando, geniais. Naquele ano, a agência obteve o maior faturamento da história da propaganda no país. Em todos os festivais de publicidade do mundo, lá estava Álvaro Ento, premiado, refulgindo sozinho, enquanto o pequerrucho dotado de poderes mágicos fazia todo o serviço.
A vida corria assim, magicamente, como em um número de circo barato. Até o dia em que, com a mesma velocidade com que surgiam suas criações fantásticas, Coxim adoeceu. Ninguém sabia, mas ele havia nascido e crescido, até os noventa centímetros, na vizinhança de uma usina nuclear. O que talvez explicasse seu nanismo e, certamente, havia lhe causado esse outro mal terrível, devastador e silencioso que agora se revelava, com a ajuda perniciosa do excesso de trabalho.
Em poucos meses, o poderoso Coxim, o Grande, tornou-se ainda menor, mais frágil e falível. Nos últimos dias, suas criações não passavam de razoáveis clichês. E apenas uma campanha por dia. Com a ajuda de uma enfermeira, o pequeno velho mágico empunhava a cartola, fechava os olhos e surgiam as peças, repletas de erros de revisão, imagens trocadas e paus nas fontes.
Álvaro Ento estava preocupado. A vida tinha de continuar sem Coxim. Ele precisaria dos poderes da cartola! Desesperado, foi até o leito de morte do funcionário e revelou sua angústia.
¿ Tudo bem, chefe. O senhor foi generoso comigo e vou lhe ensinar meu segredo ¿ disse Coxim num fio de voz.
¿ Obrigado, Coxim! Sabia que não iria me faltar! ¿ respondeu Álvaro Ento, emocionado.
¿ Quando precisar de uma campanha... cof... cof! Basta... basta...
¿ Basta...
¿ ... segurar a cartola, cof, dizer o nome do cliente e... cof! cof! pensar em uma palavra mágica.
¿ Qual palavra? Qual palavra?
¿ A palavra é...
Nesse instante, o moderno relógio despertador cuja campanha de lançamento havia sido criada por Coxim disparou, anunciando a hora do anão tomar sua violenta dose de remédios. Encoberta pelo som do aparelho, a palavra revelada pelo moribundo passou despercebida, inaudível. E logo foi sucedida pelo último suspiro do grande criativo. A galinha dos ovos de ouro estava morta.
Sem os atributos extraordinários de seu mais eficiente talento, a agência de Álvaro Ento faliu em um mês.
Hoje, as cinzas de Coxim, o Grande, repousam em uma pequena estante do Clube dos Amigos do Circo, localizado no mesmo prédio onde funciona uma famosa associação de publicitários que tem como presidente um anão e como diretora-executiva a mulher barbada.
postado por: LEONAM SEVERO 07:59
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Quarta-feira, Agosto 18, 2004
Comercial criado pela J.W. Thompson para Ford Ranger relembra os antigos faroestes e faz parodia às dublagens malfeitas para estas produções. Dois cowboys ficam frente a frente, prestes a travar um duelo. Um deles diz: O mundo é pequeno demais pra nós dois. O outro então entra na sua Ford Ranger e após percorrer os diferentes cenários, campo, asfalto, floresta, retorna à cena do embate e responde: Pequeno para você, cabeção. A produção é da Zero Filmes e a trilha é da Sax ANP.
postado por: LEONAM SEVERO 09:57
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O cachorrinho e o tigre
Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção. Pensa rápido, vê ossos no chão e se põe a mordê-los. Então, quando o tigre está a ponto de atacá- lo, o cachorrinho diz:
- Ah, que delícia este tigre que acabo de comer! O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho vai pensando:
- Que cachorro bravo Por pouco não come a mim também!"
Um macaco,que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como ele havia sido enganado. O tigre, furioso, diz::
-Cachorro maldito! Vai me pagar! O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas.
- "Ah, macaco traidor! O que faço agora?", pensou o cachorrinho
Em vez de sair correndo, ele continuou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:
- Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei trazer um outro tigre e ele ainda não voltou!
"EM MOMENTOS DE CRISE, SÓ A IMAGINAÇÃO É MAIS IMPORTANTE QUE O CONHECIMENTO."
postado por: LEONAM SEVERO 07:52
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17/08/2004 22:28
É site ou sítio? E-mail ou endereço eletrônico?
Novos termos surgidos com a informática e a internet ainda estão longe de encontrar uma padronização e são escritos de diferentes formas por jornais, revistas e pelos próprios usuários.
Charles Cadé
Ao acessar vários sites, encontramos uma variedade de grafias de termos na rede. Várias palavras provenientes de outras línguas (mais notadamente o inglês) e termos técnicos de informática são rapidamente adicionadas à linguagem escrita e usados sem critério ou padronização.
Acontece na linguagem informal das salas de chat, na comunicação via e-mail e também em sites institucionais e jornalísticos. Muitas vezes encontramos traduções equivocadas, como o inicializar que constava no Windows. Felizmente, tal erro já foi corrigido pelo correto iniciar.
A confusão e a dúvida na hora de usar o termo mais apropriado é inevitável. Quem já não hesitou na hora de escolher entre entre e-mail ou email; on-line, online ou on line; Internet ou Internet (deve ser escrito com letra maiúscula ou minúscula?) e sítio ou site? (Veja ao lado texto do editor sobre os critérios adotados no Webinsider.)
Há também a dúvida se não seria mais correto procurar um termo similar que já existe na língua portuguesa, como sítio no lugar de site.
O bom senso deve sempre nortear as decisões. Não há porque utilizar deletar se podemos escrever apagar, termo da nossa língua que supre tal definição. Da mesma forma que se deve escrever banda larga ao invés de broadband. Em relação à palavra site, embora muito utilizada, é possível optar por endereço eletrônico, página ou sítio.
Vale lembrar que apenas alguns desses termos entraram no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Em entrevista por e-mail, o professor Arnaldo Niskier, que já foi presidente da Academia Brasileira de Letras, afirma que apenas as palavras e-mail, on-line, internet (com minúscula) e deletar constam do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Para esses termos não resta dúvida na hora de utilizar. Já em relação a outros que não entraram ainda, como home page e webwriting, como devemos proceder?
Uma característica da Gramática Normativa é agregar os termos coloquiais, que a maioria das pessoas já usam no cotidiano. Entretanto, ela é muito mais morosa. O termo acesso, há muito tempo utilizado na linguagem escrita, só começou a aparecer nos dicionários há pouco tempo.
Esses termos que não constam do vocabulário devem ser usados com parcimônia. Na verdade, devem ser utilizados em último caso, só quando os termos similares já tiverem sido utilizados em excesso.
O termo home page (e todas as suas variações) não deve ser usado como sinônimo de site, visto que se trata de uma tradução errada do inglês. Na verdade, se refere apenas à primeira página de um site.
Em relação ao termo Web (World Wide Web), o Manual de Redação e Estilo da América Online (acesso exclusivo para clientes do provedor) recomenda que se use em maiúsculo. Ademais, não deve ser usado www como substituto de World Wide Web. Prefira Web. Web page e Web site não devem ser usados, não importa a grafia. [Webinsider]
postado por: LEONAM SEVERO 07:50
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Segunda-feira, Agosto 16, 2004
Algumas fotos ja estão no ar....
entre e confira!!
Fotos
postado por: LEONAM SEVERO 18:15
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E ae amigos?!?! vim aqui agradecer as visitas de Cecilia, Alvaro e Eliene, um grande abraço pra vcs. obrigado pelos comentários.... esse é nosso espaço!!!
postado por: LEONAM SEVERO 07:51
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