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:: Quarta-feira, Novembro 09, 2005 ::
Maluf é meu ídolo!
Tô de bobs! Estava indo dormir quando me deparei com uma entrevista com Paulo Maluf na Rede TV. O poder de oratória desse "digníssimo" político é de tirar o chapéu. Com caras e bocas e auréola na cabeça, ele disse que sofreu torturas físicas e emocionais, que a comida oferecida na prisão nem o cachorro dele comia e que um traficante companheiro de cela era muito gente boa. Que comoção! De bandido a mocinho, Maluf distorceu o discurso para uma vertente dramática. A mascara colocada revelou um homem digno que foi alvo de injustiças. Agora resta saber se, quem lhe assistiu, guardou na gaveta o seu nariz de palhaço para dormir. Sabe como é, quando se usa alguma coisa em excesso, acaba desgastando e não conheço povo mais adepto a esse acessório do que o brasileiro. É isso aí.
Sheilla Severo 08/11/05 23:58
:: LEONAM SEVERO 14:53
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Não foi só o público que esperou ansioso pelo beijo gay - que não aconteceu - na novela América, da Rede Globo, que terminou na última sexta-feira. Os anunciantes também apostaram no vanguardismo da Globo. O último capítulo da trama teve um break comercial a mais que os capítulos comuns - 5 breaks - e mais de 40 inserções comerciais. Em um capítulo normal, essas inserções não chegam a 30, tirando os anúncios de programação da própria emissora. Segundo levantamento da Controle da Concorrência, empresa que monitora inserções comerciais para o mercado, o capítulo final de América teve aproximadamente 1h30 de duração, desses, 20 minutos foram só de propaganda. Normalmente esse tempo não passa dos 15 minutos por capítulo.
Esse montante parece ainda maior se olharmos para as cifras: 30 segundos avulsos no intervalo do desfecho do folhetim de Glória Perez custou a cada anunciante cerca de R$ 300 mil. Já cada patrocínio da novela saiu em média por R$ 5 milhões. O preço normal de 30 segundos em uma trama das 9 Globo é de R$ 250 mil.
Demanda excessiva ou falta de espaço, o fato é que para acomodar a todos os seus anunciantes a emissora teve de descumprir um regrinha básica de mídia. Segundo a Controle da Concorrência, a rede colocou no mesmo intervalo de América três anunciantes do mesmo setor: Ponto Frio, Lojas Marabraz e Casas Bahia. Esse tipo de inserção costuma gerar protestos de marcas e agências, que pagam para não ter concorrência no mesmo break. As Casas Bahia, por exemplo, não sabia que seu comercial entraria com o da concorrente. Procurada, a Globo não se manifestou até o fechamento desta edição.
:: LEONAM SEVERO 14:34
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